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7 curiosidades perturbadoras sobre o afogamento

A morte por afogamento é causa de terror em qualquer pessoa que já nadou no mar – ou até mesmo na piscina – e percebeu o quanto ficamos indefesos num meio não-terrestre. Quando estamos nos afogando, passamos por 3 estágios: 1) surpresa; percebemos o perigo e nosso corpo adota uma posição rígida para tentar sobreviver, um reflexo biológico de nossa espécie (explicado no item 6). Apesar de conscientes, não conseguimos falar ou nos mover. 2) quando nossa boca fica mais funda que o nível d’água, nossa epiglote fecha para impedir a passagem de ar ou água. Consequentemente, perdemos a capacidade de respirar e ficamos inconscientes. 3) O corpo irá afundar, mais ou menos rápido dependendo da massa corporal, ar nos pulmões e densidade da água, entre outros fatores. Caso não consiga voltar à superfície, a morte acontece nesse ponto, com a parada cardíaca e respiratória.
A sensação varia; há gente que diz que é como estar bêbado ou drogado, que há uma sensação de estar pegando fogo por dentro, que na verdade você se sente sufocado e até que não há sensação nenhuma. Espero que nem eu, nem você possamos descobrir qual é a resposta, mas se você quer evitar, aqui algumas informações sobre como nosso corpo reage ao afogamento:

1 – Afogar-se em água doce e salgada é diferente

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Afogar pode parecer “apenas” morrer pela entrada de água de pulmão, mas há um detalhe importante: quais substâncias estão nessa água? A resposta confirma o porquê de 90% dos casos de afogamento serem com água doce: a composição da água não-marítima se aproxima muito da do nosso corpo, o que a faz ser absorvida e entrar na corrente sanguínea. Com isso, nossos glóbulos vermelhos incham e estouram, causando falha de órgãos generalizada. Isso leva de 2 a 3 minutos. Enquanto isso, água salgada dificulta a absorção hídrica, pois o sal deixa o sangue mais grosso, e, portanto, ao invés de inchar, nossas hemácias “secam” – o que leva, por sua vez, de 8 a 10 minutos, um tempo maior para que ocorra um possível salvamento.

2 – O Mar Morto

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Apesar disso, se você estiver no Mar Morto, situado entre Isreal e a Jordânia, é o sal que você deve temer, mesmo. Batizado com esse nome por ter uma salinidade tão alta que é difícil até mesmo tocar os pés na areia sob o mar, nenhum animal ou vegetal sobrevive à sua densidade. Beber poucos goles dessa água é o suficiente para desequilibrar completamente a corrente sanguínea, causando intoxicação, o que pode causar queimaduras internas e pneumonia química. Sobreviventes de afogamento no Mar Morto em geral levam um bom tempo para se recuperar, num processo bastante doloroso. Deu sede só de pensar.

3 – Afogamento atrasado

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Essa perturbadora variação do afogamento normal pode ser bem exemplificada pela história de Johnny Jackson, um jovem autista de 10 anos da Carolina do Norte, nos EUA. Enquanto nadava, sob a supervisão da mãe, engoliu um pouco de água e tossiu. Depois de um curto intervalo, estava agindo normalmente, o que não chamou a atenção da mãe. Chegando em casa, a mãe lhe deu um banho e o pôs na cama. Quando voltou ao quarto, alguns minutos depois, encontrou o garoto espumando pela boca, com a face pálida e os lábios azuis. A água que havia inalado vagarosamente sugou o oxigênio de seus pulmões, num raro caso do problema chamado de “afogamento atrasado”.

4 – Tortura e pena de morte

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O afogamento é usado há séculos como forma de tortura (visto em filmes comumente quando é colocado um pano no rosto do torturado e água é jogada infinitamente) e até pena de morte. Era usado principalmente em mulheres, crianças e homens ricos na antiguidade, por ser considerado uma forma sem sofrimento de morrer. Foram abolidos no século XVII, e populares principalmente durante a caça às bruxas, na Idade Média, e a Revolução Francesa, que inclusive teve em seu período o batismo de um famoso rio francês, chamado de “a banheira nacional”, onde afogamentos em massa aconteciam para punir pessoas que tivessem ligação com a monarquia derrubada.

5 – O lago sem fundo

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Existem locais no mar e fora dele onde a profundidade é tanta que corpos submersos jamais são encontrados. Um deles é o lago Tahoe, nos EUA, com 501 metros de profundidade. Por ser incrivelmente frio e estar a quase 2 km acima do nível do mar, a pressão e temperatura não permitem que mergulhadores alcancem os corpos. Por sua vez, os cadáveres não boiam, como normalmente aconteceria, por causa das mesmas características. Normalmente, quando alguém se afoga os pulmões são enchidos de água, fazendo o cadáver afundar. Pouco tempo depois, bactérias causam fermentação e enchem o corpo de gases, fazendo-o flutuar. No caso do lago Tahoe, essas bactérias não conseguem sobreviver, então os corpos não boiam.

6 – Afogar não é como nos filmes

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Quando pensamos num afogamento, geralmente envolve alguém lutando desesperadamente, balançando os braços de forma descoordenada e gritando por ajuda. Mas na vida real, existe um comportamento biológico chamado de “resposta instintiva”, que é como o corpo reage ao perceber que está se afogando. Os movimentos voluntários são impossíveis, braços e pernas ficam rígidos e retos, no formato de uma cruz; o corpo, na vertical, fica no nível da água e a boca é aberta numa última tentativa de boiar (foto). Os olhos podem ficar opacos ou até se fechar, e por isso é possível saber se uma pessoa está assim tentando a comunicação com ela. Caso não responda, é melhor correr, pois a morte está próxima.

7 – O reflexo mamífero

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Como se pôde perceber no item anterior, não temos nenhum tipo de proteção consciente contra o afogamento. Apesar disso, por sorte, nosso corpo tem respostas bioquímicas úteis, os reflexos de mamíferos, que têm sua origem no útero, respirando dentro d’água. Quando nosso rosto toca a água, uma cadeia de reflexos involuntários acontece, como o fechamento das vias respiratórias, a diminuição dos batimentos cardíacos e a constrição dos vasos sanguíneos, que melhora a irrigação sanguínea em órgãos vitais. Quanto mais fria a água, nesse caso, melhor, pois mais severa é a diminuição do metabolismo. Visto principalmente em crianças, é por causa desse reflexo que vítimas, às vezes, são encontradas após um afogamento de vários minutos e conseguem se recuperar sem danos cerebrais.
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