27/04/2016

Eles ja estão aqui!

Meu nome não é Carlos, moro numa pequena cidade no interior de SP. A cidade é simples repleta de pessoas humildes e muitos fofoqueiros, como todo interior! Muitos querem sair daqui. Temos pouco emprego e o custo de vida só aumenta. Claro que esse não é o motivo que estou escrevendo para um blog de terror. É que não posso citar a cidade, pois se essa verdade se espalha eles irão até vocês, não tenham dúvida! Então vou tentar descreve-la para que algumas pessoas (se ainda houver) possam reconhecer a situação e o local onde vivem!

 

Hoje é dia 24/06/2013, aproximadamente 01 mês após o grande clarão que iluminou a nossa imensa represa que fica há alguns quilômetros da cidade (Se você mora aqui vai saber do que estou falando). É baixa temporada , haviam pouquíssimas pessoas lá. A represa é muito famosa e visitada por pessoas de todo o estado.

Quando caiu era aproximadamente...


03:00 da manhã! É isso que descreveram algumas pessoas que viram a queda do que as bocas locais chamaram de meteorito. Segundo alguns relatos (a conversa corria de boca-em-boca nunca conversei com alguém que viu o ocorrido!) algo queimando, como uma estrela cadente, caiu sobre a água da represa. Foi muito bonito de se presenciar, não houve barulho algum além da queda na água, um pequeno choque, como se tivessem jogado uma grande pedra lá. Nada mais!. Afirmam que o mais belo foi a trajetória de fogo do objeto. Tão encantador quanto rápido.

Para algumas pessoas não passava de uma mentira. Para mim, poderia ser claramente um meteorito. Isso é muito comum em todo planeta, nada a se preocupar. Uma pequena nota saiu no jornal local - que aliás é de outra cidade próxima - relatando o ocorrido (Se você mora aqui sabe do que estou falando).

Até aí tudo bem! Mas após um tempo as coisas aqui começaram a mudar.

Por causa da represa muito movimentada, estamos acostumados com afogamentos, infelizmente não é incomum isso por aqui, principalmente nos finais de semana. Certo dia, chegando ao plantão da noite no pequeno hospital (sou enfermeiro) encontrei uma amiga e ela me disse que tinha visto algo muito nojento naquele dia. Fiquei Curioso e indaguei sobre o assunto. Ela me disse que trouxeram um sujeito - turista paulistano - vítima de afogamento. Os para-médicos fizeram massagem por todo o trajeto até o hospital, mas o sujeito tinha uma grande dificuldade de manter o padrão respiratório. No raio-x pode ser visto uma espécie de sanguessuga dentro do pulmão direito. Foi realizado uma cirurgia de emergência pra retirar o parasita. Segundo ela o espécime tinha aproximadamente o tamanho de uma mão adulta e já estava morto quando retirado, parecia contorcido e murcho, como um saco plástico amassado e úmido; ela me disse tudo isso sem esconder uma insistente náusea.

Achei bastante estranho, mas não impossível. E de fato bastante nojento. A amiga passou o serviço e informou apontando para a prancheta de quartos que o paciente estava no 17 e seguiu mostrando-me a lista e horários de medicações. Ela me disse que ele estava consciente e havia alguém com ele, uma garota de uns 18 anos provavelmente sua filha. Só haviam duas pessoas internadas ele e o quase morador do hospital, Seu Joaquim com seus 97 anos no quarto de frente.

A medicação deveria ser ministrada às 02:00 para o novo paciente e o Seu Joaquim só de manhã. As 2:00 em ponto estava na porta do 17 com uma bandeja de inox, duas injeções e um copo de leite para a visita. O quarto estava escuro e silencioso, havia apenas pequenas luzes piscando dos equipamentos padrões. Adentrei sem bater na porta aberta e acendi a luz. Eu quase derrubei tudo com o susto que tomei. A jovem acompanhante estava de pé virada para a parede, absolutamente inerte ao meu lado. Seus olhos pareciam fechados e vagarosamente se abriram sem me olhar. Eu fiquei absolutamente assustado, mas aos poucos me recuperei, pedi licença e adentrei rumo ao paciente no leito. Então uma voz cortou o silencio "Pode ir pro hotel" disse o homem. A moça saiu imediatamente deixando seus pertences. Achei que ela voltaria e nem me incomodei com isso. 

Ele olhava fixo para o teto enquanto fazia as perguntas padrões. Como está se sentindo? Tem dor? Essas coisas. Na verdade esperamos o paciente reclamar. Só queria ser educado e estava também curioso com a situação do sujeito. Não obtive resposta. A última injeção era dolorida, então adverti o paciente sobre o procedimento que iria iniciar. Ele manteve-se calmo. Então, percebi algo que me gelou alma, enquanto aplicava a dolorida injeção pude ver que ele olhava para mim. Juro que senti muito medo! Sua expressão era uma mescla de desprezo e inteligência. Era como se Deus estivesse me olhando com raiva! Tive medo de verdade e ele percebeu. Após terminar o procedimento, coloquei a campainha de emergência em sua mão, apaguei a luz e sem pronunciar nenhuma palavra saí rapidamente. Verifiquei ainda com o coração pulando o Seu Joaquim que roncava como um porco. Tudo ok! Eu não teria mais que voltar lá, a não ser que ele chamasse.

Ele não chamou e a noite correu tranquila. Passei o serviço de manhã para minha amiga e fui para casa. A acompanhante não voltou.

Na noite seguinte minha amiga estava estranha. Silenciosa e insensível. Parecia distante. Passou o serviço e os horários como sempre e saiu. Não havia mais medicações para o novo paciente. Achei estranho e e liguei para o médico que me disse "Assim deve ser" e desligou. Não contente liguei para o outro médico da cidade (acredite, aqui só tem dois) e obtive a resposta "Assim deve ser" e desligou.

Tudo aqui está muito assustador, mas esses médicos se odeiam, eu conheço eles, e dão a mesma resposta por telefone? As 03:00 verifiquei por rotina os quartos. Acendi rapidamente a luz do quarto do novo paciente ele olhava para o teto estático. Perguntei se estava bem então recebi novamente aquele olhar de um Deus com ódio! Verifiquei se a campainha de emergência estava em sua mão. Então saí!

Ao verificar o Seu Joaquim quase morri do coração de medo e susto. Ele estava em pé, voltado para parede com os olhos fechados. Com muita dificuldade consegui acordá-lo e fazer com que fosse para a cama.

Tem algo muito estranho acontecendo aqui. Eu sei disso e o blog acredita nisso, vou continuar informando. Não estou louco. Ao sair do hospital vi os dois médicos chegando com o prefeito e adentrarem no hospital.

As ruas estão mais silenciosas. Muitos fazem os afazeres do dia-dia, mas... Existem pessoas nas janelas, estáticas com as costas voltadas para a rua e olhando para as paredes. É incomum. Ou estou louco? 
Não sei o que está acontecendo aqui, mas se preparem, pois eles dormem em pé! Continuo a informar

Obrigado pelo espaço e se proteja. Algo grande vem aí! Tenho quase certeza! Não fui trabalhar hoje!

Fonte: Quero Medo

2 comentários:

  1. ISSO TA PARECENDO UM FILME Q ASSISTi que toda a população era contaminada c esse verme, vc poderia rer sido mais criativo.

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  2. Nóis tamo aqui sim, vamo zumbiza ocês tudim!!!

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