Os assassinatos macabros na Fazenda Hinterkaifeck

O misterioso caso conhecido como “Assassinatos de Hinterkaifeck” é uma das inexplicáveis histórias de terror que ocorreram fora das telonas e chocaram suas comunidades. Juntando evidências macabras a um assassino jamais encontrado, a sequência de eventos ainda desperta massivo interesse dos populares, habitantes de Ingolstadt e Schrobenhausen e demais articulistas tétricos.
A repercussão do ocorrido foi por sua vez tão chocante que adaptações para o cinema e literatura tornaram-se inevitáveis. Sob o título de “Hinterkaifeck” estrearam dois filmes; “Tannöd” e “The Murdered House” nomearam novelas escritas e ainda alguns livros investigativos foram escritos.
Bom, mas o que tornou o assassinato de 6 pessoas numa propriedade rural em 1922 algo tão curioso e distinto? Vejamos.
AS VÍTIMAS
Andreas Gruber, 63 — Fazendeiro e dono da propriedade.
Cäzilia Gruber, 72 — Esposa de Andreas Gruber.
Viktoria Gabriel, 35 — Filha do casal Gruber, víuva.
Cäzilia Gabriel, 7 — Filha de Viktoria Gabriel.
Josef Gabriel, 2 — Filho de Viktoria Gabriel.
Maria Baumgartner — Governanta da fazenda.
OS ESTRANHOS ACONTECIMENTOS ANTERIORES AOS ASSASSINATOS

 Por volta de seis meses antes do acontecimento trágico, a antiga governanta da propriedade havia deixado o posto de trabalho alegando que o local era assombrado. A nova empregada, Maria, chegou ao local somente horas antes de perder a vida. Azar? Envolvimento no ocorrido? Um prato cheio para os amantes de casos obscuros envolvendo crimes e presenças sobrenaturais, não?
Andreas, proprietário da fazenda, também relatou aos vizinhos pegadas marcadas na neve que vinham do bosque em direção a sua casa, mas que, misteriosamente, não trilhavam um caminho de volta. Preocupado, testemunhou aos mais próximos que passos puderam ser escutados no interior da residência mesmo com todos os habitantes dormindo. É como se um estranho tivesse vindo da floresta e passado a habitar a casa, invisível aos olhos de todos.
Não obstante, um jogo de chaves havia sumido por semanas e um jornal fora encontrado nas proximidades, mesmo a família não tendo recebido visitas nem feito assinatura de informativo algum.
Talvez esses estranhos acontecimentos pudessem passar despercebidos com o tempo — um rol de coincidências bizarras –, porém, pouco tempo depois a família foi encontrada inexplicavelmente morta, e os fatos relatados por Andreas considerados parte do quebra-cabeça até hoje não desvendado.
A DESCOBERTA DOS CORPOS E INVESTIGAÇÃO POLICIAL
Numa época e região de mentalidade e costumes provincianos, a ausência da família Gruber na Igreja e escola locais foi rapidamente sentida. Preocupados, vizinhos e autoridades policias adentraram a fazenda e se depararam com a grotesca cena de quatro corpos repousando mortos no celeiro, enquanto o jovem Josef e a empregada jaziam na casa principal.

Com o início das investigações, o perito legista atestou a ferramenta utilizada — uma picareta — e a data da morte para 31 de Março, ou seja, quatro dias antes da descoberta dos corpos e acabou, sem querer, adicionando ainda mais estranheza ao caso todo. O gado e as galinhas haviam sido tratados nesse intervalo, restos recentes de comida foram encontrados na cozinha e testemunhas alegaram ter visto fumaça saindo da propriedade no final de semana. Teria então o assassino permanecido no local por alguns dias e cuidado da fazenda enquanto a família Gruber já se encontrava sem vida?
Com técnicas ainda rudimentares de investigação, a polícia local não pôde precisar o motivo do crime nem a prisão de alguém após mais de 100 interrogatórios. Recorreram, inclusive, a métodos não ortodoxos de exame, enviando as cabeças das vítimas para serem analisadas por sensitivos, médiuns e demais “profissionais” alternativos, sem sucesso. Cabeças essas, que se perderam com o advento da 2ª Guerra Mundial e não retornaram, de Munique, aos túmulos de seus donos.
A conclusão é lógica. A tosca polícia alemã e sua ineficiência em 1922 com certeza contribuíram para que o caso, já pouco usual, nunca encontrasse solução. Permitiram, por exemplo, que diversas pessoas curiosas transitassem pela cena do crime, adulterando evidências que poderiam ser cruciais, além de terem descartado, quase por completo, a teoria de que o marido de Viktoria (tido como morto nas trincheiras francesas em 1914) pudesse não ter realmente falecido — afinal de contas nunca acharam seu corpo — e quem sabe se vingado da esposa e familiares que o deixaram para trás. Hipótese maluca? Talvez, mas para desvendar acontecimentos estranhos todos os caminhos deveriam ser trilhados, não acham?
O DESFECHO
Ainda envolto em todo esse mistério, os assassinatos de Hinterkaifeck continuam presentes no imaginário popular alemão.
Com um hiato de 95 anos, todo e qualquer suspeito foi considerado morto e a reabertura das investigações algo que foge à lógica. Por hobby, investigadores independentes ainda visitam a localidade, conversam com os habitantes e consultam os históricos policiais, sem de forma alguma colaborarem significativamente para elucidar o ocorrido. A fazenda? Demolida em 1923.
Fonte: Medium
Os assassinatos macabros na Fazenda Hinterkaifeck Os assassinatos macabros na Fazenda Hinterkaifeck Reviewed by Assustador on dezembro 12, 2018 Rating: 5

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