14/11/2018

Gaslight - John Roach



“- Você já viajou para o passado Doutor? – ele não disse nada – uma viagem fria, da qual você não quer se lembrar? Da qual você não deve lembrar e que vai voltando aos poucos mesmo que não queira? Por que se nunca esteve em um lugar assim, se nunca se perdeu nesse mundo, então não sei se vai entender minha história.” John Silent tomou Sandra por esposa. Suas vidas passaram por demasiadas turbulências e graças a seu trabalho ele não pode dar a ela a tão sonhada lua-de-mel. Levou três anos para que a oportunidade surgisse. Graças à indicação de seu bom amigo Arthur, John aluga uma cabana na colina ao topo da simpática cidade de New Perrish. Tudo esta belo para os Silent, até o momento em que Sandra desenvolve acessos de sonambulismos e pesadelos. O desconforto chega a um ponto em que o mais lógico a fazer é deixa o lugar, contudo a cidade tem outros planos. John é separado de sua esposa e jogado ao limite oposto da cidade, onde tudo que irá encontrar são fortes indícios de que deve fugir e deixar sua amada a própria sorte. A recusa em ouvir os sinais o fará pagar um alto preço. Conflitante entre dois sentimentos, o medo de ser engolido pelo horror que compõe cada centímetro da cidade ou o desejo desesperado de descobrir a verdade e encontrar seu bem mais precioso que lhe fora arrancado. Sua mente esta prestes a engoli-lo numa tormenta de duvidas e desespero até que, quando tudo parece esclarecido, não poderia ele estar mais no escuro. Ao fim ele esta a salvo, relatando tudo que viveu. Tortura-se imaginando se alguém poderá acreditar nele, ou se declararão John Silent um insano. Seja como for ele pode respirar tranquilo, o que quer que tenha passado já terminou antes mesmo de começar, e ele esta a salvo... Não é?                                                                                                                                        


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24/10/2018

Dean Corll - Candy Man

"O homem dos doces foi responsável pelos assassinatos de ao menos 27 jovens. Para isso, Dean Corll possuía uma sala especial onde torturava suas vítimas..."

Candy Man

Dean tinha dois amigos 
cúmplices: David Owen Brooks 
e Elmer Wayne Henley, 
quem lhe "vendiam" jovens 
incautos que concordavam 
enganados a ir à casa de 


Dean Corll. 
O "Homem dos Doces" foi responsável pelos assassinatos de ao menos 27 crianças e jovens de Houston, Texas, EUA. Para isso, Dean Corll tinha uma sala especial de torturas onde violentava, torturava e inclusive castrava suas vítimas. Para levar a cabo seus crimes, foi auxiliado por dois de seus amigos: David Owen Brooks e Elmer Wayne Henley, quem lhe "vendiam" jovens incautos que concordavam enganados a ir à casa de Dean. Para cada "presa", Corll oferecia 200 dólares aos seus cúmplices.

As façanhas de Corll deram-se a conhecer apenas quando Henley traiu e assassinou ele em defesa própria. Para o resto de seus vizinhos, Dean Corll era, até aquele momento, um homem de bondade exemplar que gostava de presentear doces às crianças.

Origem de um estranho monstro

Dean Arnold Corll nasceu em Fort Wayne, Indiana, ironicamente na véspera de natal, no dia 24 de dezembro de 1939. Seu pai Arnold Edwin Corll não era uma figura muito estável, pois castigava os seus filhos severamente pelos mais pequenos erros. Devido às constantes brigas com sua esposa Mary Robinson, ambos se divorciaram quando Dean era pouco mais que um bebê, no entanto, reataram o casamento após a Segunda Guerra Mundial.

Quando se separaram pela última ocasião, Dean e Stanley (seu irmão menor) foram viver com às irmãs maiores de sua mãe, já que Mary tinha que trabalhar para sustentar os filhos. Dean adoeceu por uma febre reumática que lhe ocasionou um sopro cardíaco e para se afastarem de seu pai, se mudaram à Pasadena, Texas.

Sua mãe voltou a se casar novamente e com seu segundo esposo, começaram um negócio de doces de nozes na sua garagem; Corll, já com 11 anos, ajudava na empresa familiar, mas além disso ele era generoso e presenteava amostras aos garotos do bairro. Nos estudos, Dean era notado como um bom estudante de impecável aspecto e disciplina. Dean utilizava parte de seu tempo para ajudar dia e noite a sua mãe, e seguir com seus estudos, mas a condição de seu coração limitou suas aspirações atléticas e por isso se dedicou a estudar Música e aprendeu a tocar o trombone.

Corll havia sido um jovem (acima)
aparentemente normal e saudável
(mentalmente) até os 30 anos, idade
 em que se tornou sinistro e começou a
procurar a companhia de jovens
adolescentes com quem se drogava...
Quando Dean tinha 19 anos, se mudaram novamente, nesta ocasião a Houston Heights, local onde abriram uma pequena loja. Depois do segundo divórcio de sua mãe, Mary nomeou a Dean como vice-presidente da companhia, ele se mudou para um apartamento justo em cima da loja. O negócio ia bem e já contava com alguns empregados, Corll passava muito de seu tempo livre na companhia de jovens menores e ele tinha o hábito de presentear doces às crianças locais, razão pela qual os meios de comunicação lhe deram o apelido "O Homem dos Doces" (Candy Man) assim que seus crimes se tornaram conhecidos.

Em 1964 Corll se alistou no serviço militar apesar de sua condição cardíaca. Durante seu tempo como soldado, descobriu sua homossexualidade e por este motivo, lhe deram baixa após ter servido por 10 meses. Logo regressou à loja de doces para ajudar a sua mãe. Com o tempo, converteu-se no dono da empresa e dava doces grátis às crianças para que visitassem à loja, para muitos dos vizinhos, lhes parecia estranho que Corll passasse tanto tempo com crianças e em especial com adolescentes, no entanto ninguém se tocou disso quando os desaparecimentos de jovens começaram a acontecer.

Após o terceiro casamento fracassado de sua mãe em 1968, Mary mudou-se ao Colorado. Ela e Dean se mantinham em contato por telefone, mas ela jamais voltou a ver ao seu filho. A empresa de doces começou a falir e Dean arrumou um trabalho de eletricista, como seu pai havia feito antes dele, na "Houston Lighting and Power Company", lugar onde trabalhou até o dia em que o mataram.

Quando havia cumprido os 30 anos, experimentou uma severa mudança de personalidade se voltando hiper-sensível e sombrio. Então começou a passar mais tempo com adolescentes e a fazer reuniões onde se drogavam com sacos de papel contendo tinta ou cola.

Um trio singular...


O mais estranho de Corll era talvez a escolha de seus amigos, quem em grande parte eram adolescentes masculinos entre 13 e 20 anos. De todos os seus conhecidos só dois eram bem próximos a Dean CorllElmer Wayne Henley de 14 anos e David Owen Brooks de 15 anos.

O trio do mal: David Owen Brooks (esquerda), Dean Corll (centro) e Elmer Wayne Henley (direita).
Os três passavam muito tempo na casa de Corll ou passeando com sua van branca, mas em uma ocasião, Brooks entrou no apartamento de Dean para encontrá-lo nu com dois rapazes amarrados e nus também. Tão alterado ficou Corll, que libertou os jovens e presenteou seu carro a Brooks para comprar seu silêncio. Em pouco tempo, a demência de Corll levou-lhe a oferecer a David e a Wayne, a quantidade de $200 por cada rapaz que lhe trouxessem.

Os homicídios em massa


A caraterística que todas as vítimas compartilhavam era a de serem todos jovens homens de vinte e menos de vinte anos. O primeiro em morrer foi Jeffrey Konen de 18 anos, quem desapareceu em 25 de Setembro de 1970, enquanto pedia carona. Konen foi deixado na beira da estrada de Westheimer, foi apanhado por Corll, quem se ofereceu para levá-lo a sua casa em Braeswood Place. A sua amável aparência convenceu o jovem Jeffrey a subir no carro. Konen foi a única vítima dessa idade e que não vivia no bairro de Corll. O resto das vítimas eram adolescentes mas jovens que viviam em Houston Heights, um bairro pobre, um deles foi Homer García de 15 anos, quem conheceu a Henley quando estudava na auto escola, ele foi convidado a uma das festas na casa de Corll.


A Polícia por sua vez recebia muitas denúncias de jovens desaparecidos ou jovens que haviam fugido de suas casas. As vítimas com frequência estavam sós ou em duplas, e eram convidadas às festas no apartamento (acima) de Corll. 
A Polícia por sua vez recebia muitas denúncias de jovens desaparecidos ou jovens que haviam supostamente fugido de suas casas, embora os pais negassem que seus filhos haviam abandonado o lar. As vítimas com frequência estavam sós ou em duplas, e eram convidadas às festas no apartamento de Corll. Os jovens que frequentavam esses eventos eram amigos de Henley ou Brooks, exceto Malley Winkle e Billy Baulch, quem trabalharam com Dean na empresa de doces nos anos 1960.

A investigação apontava a Corll como suspeito, mas os comentários das pessoas não eram depoimentos positivos para a investigação, já que todos os interrogados confirmavam que Dean era um homem bom.

As vítimas de Dean Corll

Os homicídios de Corll mostravam o mesmo modus operandi: os adolescentes eram violentados, estrangulados ou mortos por disparos de arma de fogo. De acordo com os registros policiais, a ordem dos desaparecimentos seria a seguinte:

- 25 de Setembro de 1970: Jeffrey Konen de 18 anos. Enterrado em High Island Beach.

- 15 de Dezembro de 1970: Danny Iates de 15 anos e James Glass de 14, desapareceram em uma reunião de sua religião, enganados por David Brooks, ambos foram torturados e estrangulados por Corll.

- 30 de Janeiro de 1971: Donald Waldrop de 17 anos e Jerry Waldrop, 13, quem de acordo com Brooks, o pai de ambos era um construtor que naquele tempo trabalhou em um apartamento contínuo ao de Corll quando este estrangulou-os.

- 9 de Março de 1971: Randell Lee Harvey de 15 anos desapareceu a caminho de sua casa, próximo de um posto de gasolina. Corll disparou-lhe na cabeça e sepultou-o próximo da cobertura do seu barco. Seus restos foram identificados em 17 de Outubro do 2008.

- 29 de Maio de 1971: David Hilligeist de 13 anos, desapareceu indo à piscina local, David era um dos amigos de infância de Henley. Malley Winkle de 16 anos, antigo empregado da loja de doces e noivo da irmã de Randell Lee, foi visto pela última vez subindo com Hilliegeist a uma van branca.

- 17 de Agosto de 1971: Ruben Watson de 17 anos desapareceu indo ao cinema, esta foi a última vítima identificada antes que Henley começasse a participar nos sequestros e assassinatos.

- 24 de Março de 1972: Frank Aguirre de 18 anos, era o namorado de Rhonda Williams, cuja presença na casa de Corll desatou a confrontação final entre Henley e Dean. Frank foi enterrado em High Island Beach.

Algumas das vítimas de Corll (da esquerda para à direita): William Lawrence de15 anos, Homer Louis Garcia de 15, Mark Scott de 17, Jeffrey Alan Konen de 18, Jerry Lynn Waldrop de 13 e Donald Waldrop de 15 anos.
- 21 de Maio de 1972: Johnny Dejome de 16 anos e Billy Baulch de 17 anos, desapareceram indo à loja, Henley estrangulou-o e depois disparou-lhe na cabeça. Billy trabalhou com Dean na loja de doces durante os anos 1960, foi enterrado em High Islan beach.

- 2 de Outubro de 1972: Wally Jay Simoneaux de 14 anos e Richard Hembree de 13, foram vistos pela última vez junto a uma van branca estacionada em uma loja. Foram enterrados próximos da cobertura do bote de Corll.

- 22 de Dezembro de 1972: Mark Scott de 18 anos foi torturado e assassinado por Corll, Mark era amigo de Henley e Brooks.

- 4 de Junho de 1973: Billy Ray Lawrence de 15 anos, seu caso foi diferente porque Corll manteve ele com vida por quatro dias antes de matá-lo e enterrar seu corpo nas proximidades do lago Sam Rayburn. Billy era amigo de Henley.

- 15 de Junho de 1973: Ray Blackburn de 20 anos, era de Lousiana, estava casado e tinha um filho. Foi a vítima mais adulta de Corll.

- 13 de Julho de 1973: Homer García de 15 anos, conhecia a Henley pelos cursos de direção. Dispararam-lhe e enterraram seu corpo nas proximidades do lago Sam Rayburn.

- 19 de Julho de 1973: Tony Baulch de 15 anos. Corll assassinou o seu irmão maior no ano anterior, Tony foi enterrado próximo da cobertura de seu bote.

- 25 de Julho de 1973: Marty Jones de 18 anos e seu amigo Charles Cary Cobble de 17, foram vistos pela última vez na companhia de Henley. Charles foi alvejado duas vezes na cabeça.

- 3 de Agosto de 1973: James Dreymala de 13 anos se converteria na última vítima de Corlls, ele foi enganado para que entrasse no apartamento de Dean em Pasadena para coletar tampinhas de garrafas de refrigerante para vender.

A última festa de Corll

Vendo que sua vida corria perigo e 
que Corll havia ido longe demais, em 
uma situação surgida em um dos 
encontros macabros de Corll, Henley 
tomou a pistola de Corll e matou-o 
com 6 tiros. Depois chamou à Polícia 
(acima).
Na noite do 8 de Agosto de 1973, Henley levou a sua namorada Rhonda e a Tim Kerley à casa de Corll, quem ficou incomodado no instante em que viu à garota, após umas cervejas e um pouco de maconha, se acalmou.

 Em algum momento os três adolescentes perderam o conhecimento e despertaram amarrados, Henley acordou quando estava sendo algemado por Corll, sabendo o que lhe esperava, conseguiu convencê-lo a deixá-lo livre para ajudá-lo, Corll aceitou, e depois de tentar violentar a Tim Kerley, o jovem lutou tanto que, Dean frustrado, saiu da habitação, nesse momento Henley tomou a arma que Corll havia deixado, uma pistola calibre 22. 

Quando Corll voltou, tentou atacar a Henley mas este lhe disparou seis vezes: nas costas, ombro e cabeça. O assassino em série havia morrido e Henley, resignado ante a culpa, chamou à Polícia. Enquanto esperava este disse a Tim: "Eu poderia ter obtido $200 dólares por você". Quando os oficiais interrogaram o cúmplice, este lhes contou tudo sobre os assassinatos, a Polícia cética, não acreditou na história até que Henley mencionou alguns nomes dos adolescentes desaparecidos.

Ao investigar o apartamento, se depararam com uma tenebrosa verdade. Dean Corll havia matado a todos em sua câmara de tortura particular.

A câmara de torturas e as novas vítimas

Um quarto escuro, desenhado só para à tortura e à morte, um quarto impregnado de um estranho cheiro. Tinha o piso com carpete coberto por plástico e uma longa tábua com presilhas anexadas, na qual seria o último lugar de repouso das vítimas. Haviam cordas e vários brinquedos sexuais, objetos todos que descreviam a natureza dos crimes. Também havia um estranho baú de madeira com buracos feitos para que o ar entrasse.

Para esse terrível local, Corll levava os jovens que escolhia como presas. Ali desnudava suas vítimas, violentava e torturava, fazendo coisas como meter grossos consoladores que deixava inserido no ânus; ou pior ainda, duras, frias e lacerantes varetas de aço...

Também costumava introduzir os garotos em caixas de madeira, onde depois de certo tempo, suas vítimas experimentavam câimbras agudas. Gostava de arrancar-lhes os pelos pubianos, fio por fio. E era cada vez mais sádico, já que chegou ao ponto de fraturar dedos, quebrar omoplatas à marteladas e outros ossos das pernas e braços, asfixiar com sacos plásticos, fazer cortes em várias partes do corpo, e inclusive, castrar alguns com tesouras, facas, e até lâminas de barbear...

Corll não era "Candy Man", o "homem dos doces", apenas por enganar suas jovens vítimas com doces e caramelos: também era assim chamado por enterrar os cadáveres de forma particular (acima): cobrindo-os com cal, apertando-os, envolvendo-os em rolos de plástico que atava em ambos extremos para que o corpo se parecesse com uma macabra bala gigante...
Nos dias que seguiram após a morte de Corll, Henley levou os oficiais ao cemitério pessoal de Corll. Próximo da cobertura de seu bote havia um terreno onde, depois de cavar por algumas horas, descobriram vários corpos banhados em cal e envoltos em plástico.
Henley ajudou muito nas investigações.
Atualmente cumpre 6 prisões perpétuas
e tem como hobby a pintura, envelheceu
(acima) e segue arrependido de seus crimes.
Acontece que Corll, segundo contaram ex-empregados da doceria, costumava comprar com frequência, uns rolos de plástico transparente; eram estas as "embalagens" com que Corll envolvia os cadáveres de suas vítimas, atando os extremos de tal forma que os mortos pareciam balas.

Mas Henley não se deteve ali, e depois de confessar toda sua participação, levou os policiais aos "cemitérios" restantes que Corll havia criado em toda Houston. A Polícia descobriu um total de 27 cadáveres, que ao serem examinados, mostravam sinais de terem sido estrangulados e torturados, alguns também haviam sido castrados, outros foram mortos com disparos de arma de fogo, alguns tinham objetos inseridos no reto, e absolutamente todos haviam sido sodomizados.

Quando a investigação e busca pelos corpos estava terminando, Henley fez questão de dizer que faltavam três corpos mais de vítimas que haviam assassinado, cadáveres que jamais foram encontrados.

Embora sim, descobriram dois ossos que não eram das vítimas encontrados próximo da cobertura do barco de Corll, pelo qual, não é descartada a possibilidade de haverem mais vítimas que nunca apareceram.

Fonte: Curionautas

19/10/2018

'Eu Vi': Nova série de terror da Netflix estreou hoje.

'Eu Vi': Nova série de terror da Netflix estreou hoje; Assista ao trailer!
Netflix divulgou o trailer legendado de 'Eu Vi' (Haunted), nova série documental que apresenta histórias assustadoras baseadas em fatos reais.
Confira:


A proposta do seriado é mostrar o testemunho de pessoas que passaram por experiências paranormais assustadoras ou fenômenos inexplicáveis. São histórias reais que deixaram marcas naqueles que as vivenciaram e que agora estão dispostos a compartilhá-las.
Fonte: CinePop

10/10/2018

O segredo por trás do tabuleiro Ouija

Sentem-se, deem as mãos, vamos dizer juntos algumas palavras de convocação. Nunca inicie o ritual sozinho, nunca vá embora sem se despedir. Caso contrário, você pode liberar espíritos não muito amistosos e terminar assim:

A ficção já se ocupou mais de uma dezena de vezes de pessoas que não respeitaram as regras dos misteriosos tabuleiros de Ouija, mas, na realidade, que tipos de lendas e histórias envolvem esse jogo de espíritos? 
O pesquisador Marc Anderson, da Universidade Aarhus, da Dinamarca, jura ter descoberto junto à sua equipe como o tal tabuleiro opera, afinal de contas. 
A explicação, é claro, é científica e serve apenas para os céticos que quiserem tirar o sobrenatural da equação. É que, se você ignora o lado espiritual, no fim a brincadeira toda se resume a um grupo de pessoas — geralmente adolescentes  reunidas em torno de um tabuleiro! 
A resposta, segundo o pesquisador, reside em duas qualidades inatas do cérebro: o senso de atuação e um amor à predição. Para chegar a essa conclusão, ele e sua equipe reuniram 40 pessoas durante uma conferência em Baltimore, nos Estados Unidos, chamada Ouijacon  sim, uma conferência só sobre os jogos de tabuleiro da Ouija  e pediu que que elas jogassem duas partidas consecutivas.
Os participantes (céticos e crentes) tinham que soletrar a palavra "Baltimore", no primeiro jogo. No segundo, poderiam pesquisar o que quisessem. 
Os jogos foram gravados, e os pesquisadores conseguiram analisar o movimento dos olhos de todos durante uma análise posterior. Depois de mais de 800 horas interpretando os dados, eles perceberam que a variação do olhar e as piscadas aconteciam sempre já em direção à próxima letra, na primeira partida. 
Na segunda, no entanto, os participantes se movimentavam em direção às respostas do tabuleiro 21,3% menos do que quando já sabiam o que deveria ser escrito. Quando uma palavra começava a se formar claramente, os olhares recomeçavam a se direcionar com mais chances de acertar. 
"Embora as primeiras letras de uma resposta significativa do tabuleiro Ouija pareçam ocorrer aleatoriamente, as opções de palavras significativas disponíveis para o participante diminuem à medida que a resposta do tabuleiro Ouija se desenvolve”, escrevem os cientistas. 
“Isso, por sua vez, torna mais fácil para uma parte dos participantes prever coletivamente e inconscientemente construir as respostas do tabuleiro Ouija", explicou o pesquisador. E é aí que entra o encantamento do ser humano pelas previsões: consciente ou não, a mente gosta de prever como as coisas vão acontecer. 

Efeito ideomotor

O grupo de estudos também realizou entrevistas com os participantes e percebeu que, entre os que acreditam em coisas sobrenaturais, a crença de que não estavam controlando o tabuleiro era muito maior.
Entretanto, ambos os grupos apresentaram o efeito ideomotor – uma reação em que um estímulo sensorial pode iniciar uma ação física, mesmo que sem intenção. Por mais atrativa que seja a ideia de que há forças sobrenaturais agindo sobre o tabuleiro, não se trata de magia nem tecnologia, mas puramente a força da sua mente operando.
Outro pesquisador envolvido com o estudo, Jay Olson, conta que as pessoas conseguem mover os dedos sobre um tabuleiro de Ouija sozinhas sem sequer perceberem estar fazendo isso, assim como acontece em outras atividades similares também sob o efeito ideomotor. 
É por isso que esse estudo é tão importante. "Primeiro, porque encontra correlações entre o senso de agenciamento das pessoas, a necessidade de estar no controle ao longo dos movimentos e o mecanismo percebido por trás do movimento — espíritos versus o inconsciente. Em segundo lugar, acredito que seja o primeiro estudo a explorar como as pessoas preveem respostas futuras usando um tabuleiro de Ouija", comemora.Fonte: Mega Curioso